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Toscana Medieval e Renascentista

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A bela Toscana foi o berço do Renascimento, mas desde a Idade Média desenvolveram-se na região cidades que chegaram a ser os centros irradiadores da transformação das idéias que dominavam o velho continente antes da época dos grandes descobrimentos.

Na Florença dos séculos XV e XVI, o centro político e cultural da Toscana, brilharam gênios como Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, Rafael, Galileu e outros, artistas e cientistas que até individualmente seriam suficientes para engrandecer uma nação.

Mas a Toscana é bem mais que Florença: é também Siena, Pisa, Cortona, San Gimignano, Carrara e Livorno. É também os montes Chianti, de cujas videiras sai um vinho inigualável, outras montanhas e praias que se debruçam sobre o mar Tirreno, que abriga a ilha de Elba, também na Toscana, de onde Napoleão Bonaparte fugiu de seu exílio para retornar à França. A região, cortada por grandes rios como o Arno, o Sérchio e o Ombrone, possui um clima suave mas é, acima de tudo, a terra da arte por excelência. Sua civilização nos legou um patrimônio artístico e cultural sem igual no mundo.
Geograficamente a Toscana se encontra no local da antiga Etrúria, embora seu território atual corresponda apenas a uma parte daquela região da antiguidade, quando o Arno, o Tevere e o mar não eram suficientes para assinalar suas fronteiras. O próprio nome, Toscana, é derivado de "etrusco" ou "tusco". Atualmente a Toscana compreende nove províncias que se limitam com os Apeninos, O Tirreno, o rio Fiora, e as regiões da Lagúria, Emília- Romagna, Marcas, Úmbria e Lácio.

Quando os romanos nem engatinhavam no seu caminho para conquistar o mundo antigo, já florescia a civilização etrusca, entre os séculos VIII e o III a.C., cuja cultura muito influenciou a de Roma, a quem dominou durante o seu período de esplendor, e por quem depois seria dominada. Das correntes que explicam a origem dos etruscos, a mais aceita, recentemente confirmada por achados arqueológicos, é aquela que afirma terem eles vindos da Anatólia (Lídia) por mar. Falavam uma língua que somente tinha ligação com uma falada na lha de Lemmos no século VII a.C. e a escreviam num alfabeto derivado do grego, cuja forma mais antiga remonta a cerca de 700 a.C.
No século VIII a.C., três grandes potências navais imperialistas e colonizadoras dominavam a Península Itálica: os gregos, que ocupavam a Sicília e a Itália Meridional, criando a Magna Grécia; os cartagineses ou púnicos, que se fixaram na Sardenha e Norte da Sicília; e os etruscos, chamados tirrênios pelos gregos, que se instalaram na Ilha de Elba e na costa italiana do Arno ao Tibre, dominando os vila-novianos. Em função da riqueza das minas de ferro, cobre, estanho e zinco da Toscana, e da sua posição intermediária no comércio do Mediterrâneo com a Europa Central, os etruscos enriqueceram rapidamente. Formaram 15 cidades-estados (lucumonias), estendendo sua hegemonia sobre grande parte da península, dominando dos Alpes a Rimini no Adriático, e de Pisa a Salermo no mar Tirreno. Aliaram-se aos cartagineses e derrotaram os gregos em batalha naval (540 a.C.), forçando-os a abandonar a Córsega. Depois seriam derrotados pelo exército grego em Cumae e Siracusa. Sua expansão territorial culminou no século VI a.C. Transformaram Roma, até então um conjunto de aldeias, numa cidade bem protegida, murando-a. Os três últimos reis de Roma, os Tarquínios e Sérvio Túlio, foram etruscos e deram a Roma conhecimentos de engenharia, agrimensura e parte de sua religião. 

Derrotados por Aristodemos diante de Cumae, em 524 a.C., os etruscos perderam Roma provavelmente em 475 a.C. Com a força de Roma crescendo, em 295 a.C. eles são derrotados em Sentinum por Públio Décio Mus, e sua última cidade, Volsini, é tomada em 265 a.C., sendo totalmente dominados pelos romanos. Até a época da divisão oficial do território, feita por Otaviano Augusto, a Etrúria correspondia à Sétima Região da Itália e ainda conservava o seu nome. No século III a.C., durante o governo de Diocleciano, passou a chamar-se Túscia, assim ficando até adquirir a denominação de Toscana no século X.

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